<?xml version="1.0"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><atom:link href="https://unip.blogia.com/feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><title>JURIS PRUDENTIA</title><description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ius generale nomen est, lex autem iuris est species. Ius autem dictum, quia iustum [est]" (S.Isidoro, "Etimologias")</description><link>https://unip.blogia.com</link><language>es</language><lastBuildDate>Sun, 10 Dec 2023 12:02:20 +0000</lastBuildDate><generator>Blogia</generator><item><title>Ao tempo em que o TACRIM ainda existia...</title><link>https://unip.blogia.com/2006/052101-ao-tempo-em-que-o-tacrim-ainda-existia-.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/052101-ao-tempo-em-que-o-tacrim-ainda-existia-.php</guid><description><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong><u><span style="font-size: 10pt">Apela&ccedil;&atilde;o Criminal ***</span></u></strong></p>   <p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt">Proced&ecirc;ncia: Guaratinguet&aacute;</span></strong></p>   <p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt">Apelante: S***</span></strong></p>   <p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt">Apelado: Minist&eacute;rio P&uacute;blico</span></strong></p>       <p class="MsoHeader"><span style="font-size: 10pt">&nbsp;<br /> </span>&nbsp;</p>   <p class="Normalementa">&nbsp;</p>   <p class="Normalementa">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong><u>R E L A T &Oacute; R I O</u></strong>:</p>   <p class="MsoNormal"><strong><u><span style="text-decoration: none">&nbsp;</span></u></strong></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>1.</strong> <strong><span>&nbsp;</span></strong><span>Alegando, em suma, insufici&ecirc;ncia da prova acusativa e, portanto, pleiteando absolvi&ccedil;&atilde;o (fls. 153-155), apela S*** da senten&ccedil;a que a condenou por incursa nas san&ccedil;&otilde;es do art. 171, <em>caput</em>, C&oacute;digo Penal, conjugado com o <em>caput</em> de seu art. 71, infligindo-lhe as penas de um ano, quatro meses e dez dias de reclus&atilde;o, com o regime fechado, e de vinte dias-multa, com o unit&aacute;rio m&iacute;nimo.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Respondeu-se ao recurso, por cujo n&atilde;o-provimento opinou a Procuradoria Geral de Justi&ccedil;a.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&Eacute; o relat&oacute;rio, em acr&eacute;scimo ao da senten&ccedil;a de origem.</p>       <p class="MsoNormal"><span>&nbsp; &nbsp;</span></p>   <blockquote>   <blockquote>     <blockquote>       <p class="ementa">REGIME PRESIDI&Aacute;RIO INICIAL. NECESSIDADE DE RESPONDER AOS RECLAMOS DE SEGURAN&Ccedil;A DA COMUNIDADE POL&Iacute;TICA:<span>&nbsp; </span>&ldquo;onde a viol&ecirc;ncia se instala&rdquo; &mdash;afirmou, na Fran&ccedil;a, seu presidente, <span style="font-variant: small-caps">Jacques Chirac</span>&mdash;,<span>&nbsp; </span>&ldquo;deixa de haver liberdade e passa a existir uma inseguran&ccedil;a que paralisa a vida em comum&rdquo;. E, no mesmo sentido, disse o primeiro-ministro franc&ecirc;s, <span style="font-variant: small-caps">Lionel Jospin</span>, membro do Partido Socialista: &ldquo;A inseguran&ccedil;a constitui uma desigualdade social. &Eacute; por isso que a luta contra a delinq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; a nossa primeira prioridade, depois do emprego&rdquo;. Enfim, <em>o laxismo que escusa</em> &mdash;disse <span style="font-variant: small-caps">Chirac</span>&mdash; &eacute; o <em>mesmo laxismo que exclui</em>.</p>       <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>               <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><strong><u>V O T O</u>:</strong></p>   <p class="MsoNormal"><strong>&nbsp;</strong></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>2.</strong><span> Tratam os autos de crimes de estelionato, praticados em duas ocasi&otilde;es, seguidamente, contra a mesma v&iacute;tima (***), que, recebendo dois cheques de origem il&iacute;cita, entregou, em contrapartida, enganada pela fraude, mercadorias e ainda import&acirc;ncia em dinheiro.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A ora apelante &mdash;silente na fase policial e negando, em Ju&iacute;zo, a autoria do crime&mdash; foi, entretanto, de logo reconhecida pela v&iacute;tima, que a tornou a reconhecer no curso do processo. Acrescente-se que, corroboradora dessa prova acusativa, a conclus&atilde;o do exame grafot&eacute;cnico, quanto aos cheques recebidos pela v&iacute;tima, &eacute; no sentido de que as c&aacute;rtulas foram (ao menos em parte) preenchidas pela aqui recorrente.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span>&Eacute; iterativa nesta Corte a prudente valora&ccedil;&atilde;o da palavra da v&iacute;tima em casos de crimes contra o patrim&ocirc;nio. &Eacute; que, como fiz constar de votos sob minha rela&ccedil;&atilde;o, larga experi&ecirc;ncia judicante<span>&nbsp; </span>ap&oacute;ia, nesses delitos, a inclina&ccedil;&atilde;o veraz e o ju&iacute;zo certeiro da v&iacute;tima. No processo contempor&acirc;neo, a v&iacute;tima &eacute; tamb&eacute;m um &oacute;rg&atilde;o de prova. Suas declara&ccedil;&otilde;es, meios provativos. Nada se demonstrando contra sua lealdade, deve estimar-se fidedigna sua palavra.</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>3. </strong>Benigna a determina&ccedil;&atilde;o penal na r. senten&ccedil;a <em>sub examine</em>, que, a despeito dos muitos epis&oacute;dios de interesse penal na vida anteacta da r&eacute;, assinou as b&aacute;sicas no m&iacute;nimo normativo da esp&eacute;cie, limitando-se, depois, a proceder a aumento de sexta parte pela provada reincid&ecirc;ncia da acusada, com novo aumento penal, de 1/6, pela continuidade delitiva.</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Outrossim, embora majorada a multa em virtude da reincid&ecirc;ncia (fixando-se em 11 di&aacute;rias), a r. senten&ccedil;a terminou por, na parte dispositiva, reduzi-la ao limite inferior de dez di&aacute;rias, para cada um dos estelionatos (art. 72, CP).</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>4. </strong>A pluri-incid&ecirc;ncia delitiva da acusada em crimes contra o patrim&ocirc;nio recomendava, como bem se decidiu em primeira inst&acirc;ncia, o estabelecimento do regime presidi&aacute;rio fechado. </p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A senten&ccedil;a, a prop&oacute;sito, invectivou a <em>ideologia da leni&ecirc;ncia</em>, referida a &ldquo;um falso humanismo, o qual &eacute; distorcido e tem o &uacute;nico m&eacute;rito de aumentar na sociedade os sentimentos de inseguran&ccedil;a f&iacute;sica e de descren&ccedil;a no sistema judici&aacute;rio, na medida em que, numa sociedade dita crist&atilde;, deve-se proclamar a <em>declara&ccedil;&atilde;o dos deveres do homem</em>, sobre todas as outras que se limitam a proclamar os seus direitos&rdquo; (juiz <span style="font-variant: small-caps">Nelson Jorge J&uacute;nior</span>).</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>N&atilde;o falta, efetivamente, que, alguma vez, para a clausura de debates, se acene a uma dimens&atilde;o ideol&oacute;gica ou partidocr&aacute;tica: indicar-se-ia uma gr&aacute;fica equa&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias repressivas com as <em>direitas</em>, caudat&aacute;rias da &ldquo;neurose de inseguran&ccedil;a&rdquo;. Algo que, em rigor, conduziria as <em>esquerdas</em><span>&nbsp; </span>ao inc&ocirc;modo de recusar <em>simpliciter</em><span>&nbsp; </span>o livre arb&iacute;trio e, com isso, responsabilizar-se, na linguagem de <span style="font-variant: small-caps">Georges Fenech</span>, pela expedi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;passaportes para o mundo da criminalidade&rdquo;. <span style="font-variant: small-caps">Fenech</span>, num livro recentemente<span>&nbsp; </span>editado em Paris (<em>Tol&eacute;rance z&eacute;ro</em>, ed. Grasset<span>&nbsp; </span>&amp; Fasquelle, fevereiro de 2001), real&ccedil;ou que, ao menos<span>&nbsp; </span>na Fran&ccedil;a, a leni&ecirc;ncia pol&iacute;tico-criminal &eacute; adversada sem aparente divis&atilde;o de color ideol&oacute;gico: assim &eacute; que o presidente <span style="font-variant: small-caps">Jacques Chirac</span>, tido por &ldquo;das direitas&rdquo; francesas, disse que <em>&ldquo;l&agrave; o&ugrave; la violence s&rsquo;installe, il n&rsquo;y a plus de libert&eacute;, mais une ins&eacute;curit&eacute; qui paralyse la vie en commun&rdquo;</em> (p. 130), ainda acrescentando: <em>&ldquo;Chacun commence &agrave; comprendre que le laxisme qui excuse est aussi le laxisme qui exclut</em>&rdquo; (p. 205); ao passo que o primeiro-ministro <span style="font-variant: small-caps">Lionel Jospin</span>, membro do Partido Socialista franc&ecirc;s, registrava: <em>&ldquo;L&rsquo;insecurit&eacute; constitue une in&eacute;galit&eacute; sociale. C&rsquo;est pourquoi la lutte contre la d&eacute;linquance est notre premi&egrave;re priorit&eacute; apr&egrave;s l&rsquo;emploi&rdquo;</em> (p. 69).</p>   <p class="relatrio"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Saliente-se que a acusada &eacute; reincidente. Conv&eacute;m anotar, <em>brevitatis causa</em>, que a 3<sup>a</sup> Se&ccedil;&atilde;o do eg. <strong>Superior Tribunal de Justi&ccedil;a</strong>, julgando os Embargos de Diverg&ecirc;ncia no REsp<span>&nbsp; </span>196.940 (min. <span style="font-variant: small-caps">Jos&eacute; Arnaldo da Fonseca</span> &ndash; <em>DJU</em> 6-11-00, p. 191) assentou que o regime preambular fechado &eacute; obrigat&oacute;rio, quanto ao r&eacute;u reincidente, ainda que a pena seja inferior a quatro anos.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><strong>5. </strong><span>Num ponto, entretanto, comporta provimento o recurso. &Eacute; que a r. senten&ccedil;a estabeleceu o regime presidi&aacute;rio fechado sem justificar a (aparente) negativa de eventual progressividade (fls. 137, <em>in fine</em>, e 138).</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Salvo, entretanto, o inscrito no &sect; 1<sup>o</sup>, art. 2<sup>o</sup>, Lei 8.072, de 25-7-90, que versa sobre os chamados crimes hediondos, em cuja lista </span><em>n&atilde;o </em><span>se inclui o de estelionato (v. ainda Lei 8.930, de 6-9-94), </span><em>n&atilde;o</em><span> se pode, <span>em princ&iacute;pio</span>, inibir a progressividade no regime prisional.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><strong>POSTO ISTO</strong>, dou parcial provimento &agrave; apela&ccedil;&atilde;o interposta por S***(com outros nomes nos autos), para, mantida no mais a fundamentada senten&ccedil;a de origem (processo&shy;&shy;-crime *** da 2<sup>a</sup> Vara de Guaratinguet&aacute;), assinar a admiss&atilde;o de progressividade na reg&ecirc;ncia presidi&aacute;ria.</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&Eacute; como voto&rdquo;</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal"><span>&nbsp;</span></p>   <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span></p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>  <p class="MsoNormal"><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span></p>   <p class="MsoNormal">&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Sun, 21 May 2006 00:08:00 +0000</pubDate></item><item><title>PROVAS E PERGUNTAS</title><link>https://unip.blogia.com/2006/032501-provas-e-perguntas.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/032501-provas-e-perguntas.php</guid><description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>Ou bem eu enunciava uma nova s&eacute;rie de quest&otilde;es <strong>para</strong> a prova, ou redigia as diversas provas.</p><p>Escolhi redatar as provas.</p><p>Quanto &agrave; complementa&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es, considerem-se inclu&iacute;das as referentes ao PODER LEGISLATIVO DA UNI&Atilde;O e ao PROCESSO LEGISLATIVO. </p><p>Quanto &agrave;s provas: as de 3 de abril, 4 de abril e 6 de abril, constam de 20 quest&otilde;es cada. As de 10 de abril, 25 quest&otilde;es.<br /> </p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Sat, 25 Mar 2006 22:27:00 +0000</pubDate></item><item><title>Uma bandeira em defesa da P&#xE1;tria</title><link>https://unip.blogia.com/2006/031801-uma-bandeira-em-defesa-da-patria.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/031801-uma-bandeira-em-defesa-da-patria.php</guid><description><![CDATA[<p> </p><p>Essa bandeira &eacute; a de um tempo em que os corpos interm&eacute;dios entre o Estado e o indiv&iacute;duo, dotados de reconhecida <strong>soberania social</strong>, faziam de suas liberdades hist&oacute;ricas e concretas eficac&iacute;ssimo obst&aacute;culo contra a <strong>soberania pol&iacute;tica</strong>. </p><p> </p><p>Era um tempo em que o poder do Estado conhecia <strong>infranque&aacute;veis</strong> limites <em>anteriores</em> e <em>superiores</em> a seus direitos. Coisa diversa dos limites sem&acirc;nticos que o Estado contempor&acirc;neo, ele pr&oacute;prio, elege e tolera, enquanto lhe convier, nas textualiza&ccedil;&otilde;es de suas vol&uacute;veis Constitui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. </p><p>J&aacute; tarda a hora de uma experi&ecirc;ncia verdadeiramente social e dirigida ao Bem Comum: a <strong>experi&ecirc;ncia da Tradi&ccedil;&atilde;o</strong>!<br /> </p>]]></description><pubDate>Sat, 18 Mar 2006 19:19:00 +0000</pubDate></item><item><title>DA ORGANIZA&#xC7;&#xC3;O DO ESTADO (Quarta s&#xE9;rie de quest&#xF5;es)</title><link>https://unip.blogia.com/2006/031701-da-organizacao-do-estado-quarta-serie-de-questoes-.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/031701-da-organizacao-do-estado-quarta-serie-de-questoes-.php</guid><description><![CDATA[<p>TEMA: ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO (<em>sqq.</em>)</p><p>&nbsp;</p><p>126.&nbsp;&nbsp; Conceitue Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em sentido subjetivo ou formal.</p><p>127.&nbsp;&nbsp; Conceitue&nbsp; Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em sentido material ou objetivo.</p><p>128.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conceitue Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em sentido funcional ou operacional. <br /> </p><p>129.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Distinga Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica direta e indireta.</p><p>130.&nbsp;&nbsp; Que &eacute; princ&iacute;pio da legalidade da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica?</p><p>131.&nbsp;&nbsp; Que &eacute; princ&iacute;pio da impessoalidade da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica?</p><p>132.&nbsp;&nbsp; Que &eacute; princ&iacute;pio da moralidade da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica?</p><p>133. &nbsp; Que &eacute; princ&iacute;pio da publicidade da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica? </p><p>134. &nbsp; Que &eacute; princ&iacute;pio da efici&ecirc;ncia da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica?</p><p>135. &nbsp; A que jurista franc&ecirc;s se deve a origem da ado&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da moralidade da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica?</p><p>136.&nbsp; Indique algumas esp&eacute;cies de entidades que integram a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica indireta.</p><p>137. As autarquias s&atilde;o pessoas jur&iacute;dicas de direito p&uacute;blico ou de direito privado?&nbsp;</p><p>138. Distinga, de um lado, as sociedades de economia mista, e, de outro, as empresas p&uacute;blicas.</p><p>139. Que se entende por emprego p&uacute;blico?</p><p>140. Que se entende por cargo p&uacute;blico?</p><p>141. Que se entende por fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica?</p><p>142. Os cargos, os empregos e as fun&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o acess&iacute;veis apenas aos brasileiros (natos e naturalizados) ou tamb&eacute;m aos estrangeiros? Justifique a resposta.</p><p>143. A investidura em cargo ou emprego p&uacute;blico depende de concurso p&uacute;blico. Quais suas esp&eacute;cies?</p><p>144. De que &oacute;rg&atilde;os se comp&otilde;e o Congresso Nacional brasileiro?&nbsp;</p><p>145.&nbsp;&nbsp; Que se entende por C&acirc;mara Baixa?</p><p>146.&nbsp;&nbsp; Que se entende por C&acirc;mara Alta?</p><p>147.&nbsp; Qual &eacute; o prazo da legislatura no Brasil?</p><p>148. Os deputados federais representam o povo ou os Estados?</p><p>149. Os senadores representam o povo ou os Estados e o Distrito Federal?</p><p>150. O sistema proporcional &eacute; adotado para a elei&ccedil;&atilde;o dos Deputados Federais ou dos Senadores?&nbsp;</p><p>151. O sistema majorit&aacute;rio &eacute; adotado para a elei&ccedil;&atilde;o dos Deputados Federais ou dos Senadores? </p><p>152. A norma do par. 1<sup>o</sup> do art. 45 da CF/88 &eacute; de efic&aacute;cia plena, contida ou limitada?</p><p>153. O n&uacute;mero total de deputados federais deve proporcionar-se &agrave; popula&ccedil;&atilde;o ou ao n&uacute;mero de eleitores?</p><p>154. Qual &eacute; o n&uacute;mero m&iacute;nimo e qual o m&aacute;ximo de deputados federais por Estado e Distrito Federal?&nbsp;</p><p>155. Qual &eacute; o n&uacute;mero de deputados federais previsto para cada Territ&oacute;rio?</p><p>156. Os Territ&oacute;rios podem eleger senadores?</p><p>157. Qual &eacute; o n&uacute;mero de senadores para cada entidade federativa que os deva eleger?</p><p>158. Qual &eacute; o prazo do mandato de cada senador?</p><p>159. Como se renova a representa&ccedil;&atilde;o senatorial?</p><p>160. Quantos suplentes se elegem com cada senador?&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Fri, 17 Mar 2006 23:16:00 +0000</pubDate></item><item><title>COMPET&#xCA;NCIA LEGISLATIVA EM MAT&#xC9;RIA DE TR&#xC1;FEGO COLETIVO</title><link>https://unip.blogia.com/2006/031503-competencia-legislativa-em-materia-de-trafego-coletivo.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/031503-competencia-legislativa-em-materia-de-trafego-coletivo.php</guid><description><![CDATA[<p>Decota-se de declara&ccedil;&atilde;o de voto divergente proferido numa das C&acirc;maras de Direito P&uacute;blico do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, versando quest&atilde;o competencial-legislativa em mat&eacute;ria de tr&aacute;fego coletivo:</p><p>"INFRA&Ccedil;&Atilde;O DE TR&Acirc;NSITO. IMPOSI&Ccedil;&Atilde;O DE SAN&Ccedil;&Otilde;ES COMINADAS EM LEI MUNICIPAL. </p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Por ser da privativa compet&ecirc;ncia da Uni&atilde;o legislar sobre tr&acirc;nsito e transporte, n&atilde;o pode o Munic&iacute;pio editar lei que, reproduzindo tipifica&ccedil;&atilde;o federal de infra&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fego, comina penalidade n&atilde;o-estatu&iacute;da no <span>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro</span> e multa de maior valor do que a ali indicada. Conflito aparente de normas solvido em favor da lei federal.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Voto vencido: <span>n&atilde;o-provimento da remessa oficial e da apela&ccedil;&atilde;o.</span></p><p><span /></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><u>V O T O &ndash; V E N C I D O</u>:</p><p>1.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O caso dos autos diz respeito a irregular transporte<span>&nbsp; </span>remunerado de passageiros, o que ensejou a apreens&atilde;o do ve&iacute;culo transportador e a imposi&ccedil;&atilde;o de multa pela Municipalidade de S&atilde;o Paulo.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A senten&ccedil;a proferida na origem, apreciando e decidindo mandado de seguran&ccedil;a impetrado contra a correspondente exig&ecirc;ncia do pagamento de multa e de despesas relativas &agrave; remo&ccedil;&atilde;o e estadia do ve&iacute;culo como condicionante de sua libera&ccedil;&atilde;o, concedeu integralmente a ordem.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>De par com remessa oficial, interp&ocirc;s recurso volunt&aacute;rio a Municipalidade de S&atilde;o Paulo.</p><p></p>2.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>P&otilde;e-se em foco a<span> </span>Lei paulistana 12.893, de 28 de outubro de 1999, que<span> prev&ecirc;, em seu art. 22:<br /></span><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;</span>Fica a Secretaria Municipal de Transportes ou entidade delegada autorizada a coibir o transporte remunerado de passageiros praticado sem a permiss&atilde;o prevista nesta lei, atrav&eacute;s de apreens&atilde;o do ve&iacute;culo infrator e aplica&ccedil;&atilde;o de multa no valor correspondente a 3.000 (tr&ecirc;s mil) UFIR&rdquo;.<span><br /></span><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Tamb&eacute;m o <span>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro (CTB)</span> &mdash;lei federal <span>9.503, de 23 de setembro de1997&mdash; versa acerca do transporte remunerado de passageiros:<br /></span></span><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;Art. 231- </span>Transitar com o ve&iacute;culo:<span><br /></span><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>(&hellip;&hellip;&hellip;)<br /></span><span><p></p></span><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>VIII- efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando n&atilde;o for licenciado para esse fim, salvo casos de for&ccedil;a maior ou com permiss&atilde;o da autoridade competente:</p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Infra&ccedil;&atilde;o- m&eacute;dia;</p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Penalidade- multa;</p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Medida administrativa- reten&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo&rdquo;.</p><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Averbe-se que a multa correspondente &agrave; infra&ccedil;&atilde;o de grau m&eacute;dio, segundo o CTB, equivale a 80 UFIRs (art. 258, inc. IV).<br /></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br /></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>De pronto, o que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato de que uma lei federal e outra, municipal, cominem san&ccedil;&otilde;es administrativas <em>diversas</em> quanto a um <em>mesmo il&iacute;cito de tr&aacute;fego</em>, a saber: <span>(<em>a</em>)</span> multas de 80, no CTB, e de 3.000 UFIRs, na Lei local; <span>(<em>b</em>)</span> reten&ccedil;&atilde;o, no C&oacute;digo, e apreens&atilde;o, na Lei de S&atilde;o Paulo.<br /></span><span><p></p></span><p><span>3.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span>As san&ccedil;&otilde;es administrativas submetem-se ao princ&iacute;pio da legalidade (<span>OSWALDO ARANHA BANDEIRA DE MELLO, <em>Princ&iacute;pios Gerais de Direito Administrativo</em>, ed. Forense, Rio de Janeiro, 1969, vol. 1, p.<span>&nbsp; </span></span>501; <span>MAR&Ccedil;AL JUSTEN FILHO, <em>Curso de Direito Administrativo</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Saraiva, 2005, p. </span>398; <span>CELSO ANT&Ocirc;NIO BANDEIRA DE MELLO, <em>Curso de Direito Administrativo</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Malheiros, 2004, p. 746-8;</span> <span>ODETE MEDAUAR, <em>Direito Administrativo Moderno</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Revista dos Tribunais, 2004, p.</span> 401), incluso quanto &agrave;s <em>esp&eacute;cies</em> de conseq&uuml;&ecirc;ncias jur&iacute;dicas.</p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Esse submetimento ao princ&iacute;pio da legalidade exige a <em>coer&ecirc;ncia normativa intra-sistem&aacute;tica</em>, porque as leis &mdash;adotando-se aqui indica&ccedil;&otilde;es de MANUEL ATIENZA (<em>Contribuci&oacute;n a uma teor&iacute;a de la legislaci&oacute;n</em>, Madrid, ed. Civitas, 1997)&mdash; h&atilde;o de constituir <em>&ldquo;um conjunto sem lacunas, contradi&ccedil;&otilde;es ou redund&acirc;ncias&rdquo;</em> (p. 32), de modo que se reconhece como atributo essencial da racionalidade do &ldquo;legislador&rdquo; o fato de que as leis n&atilde;o se contradigam (cfr., a prop&oacute;sito, FRAN&Ccedil;OIS OST, &ldquo;L&rsquo;interpr&eacute;tation logique et syst&eacute;matique et le postulat de rationalit&eacute; du l&eacute;gislateur&rdquo;, <em>in</em> VV.AA., sob a dire&ccedil;&atilde;o de MICHEL VAN DE KERCHOVE, <em>L&rsquo;interpr&eacute;tation en droit</em>, ed. Fac. univ. Saint-Louis, Bruxelas, 1978, p. 163).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>No quadro de um Estado federal &mdash;o que &eacute;, desde os fins do s&eacute;culo XIX, o caso do Brasil&mdash;, a pluralidade legislativa, oriunda de diversas fontes pol&iacute;ticas, sobre mat&eacute;ria &uacute;nica, pode provir de <em><span>1</span></em><span>/</span> usurpa&ccedil;&atilde;o competencial, <em><span>2/</span></em> compet&ecirc;ncia concorrente ou <em><span>3/</span></em> compet&ecirc;ncia supletiva.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Manifesta a invalidez formal de normas que se editem por meio de compet&ecirc;ncia usurpada, remanesce aqui o interesse em demarcar a prioridade hier&aacute;rquica nos casos de compet&ecirc;ncias concorrente e supletiva. </p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Invoca-se, a prop&oacute;sito, de sa&iacute;da e <em>brevitatis causa</em>, o que diz REGINA MACEDO NERY FERRARI: <em>&ldquo;No &acirc;mbito da compet&ecirc;ncia concorrente, prevalecer&aacute; a da Uni&atilde;o sobre a dos Estados e Distrito Federal, assim como no caso da compet&ecirc;ncia suplementar do Munic&iacute;pio, a legisla&ccedil;&atilde;o federal prevalecer&aacute; sobre a municipal&rdquo;</em> (&ldquo;Compet&ecirc;ncia Legislativa do Munic&iacute;pio&rdquo;, <em>in</em> <em>Cadernos de Direito Constitucional e Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Revista dos Tribunais, out.-dez. 1992, p. 265).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A&iacute; j&aacute; se assinala a dire&ccedil;&atilde;o deste meu voto.</p><p></p><p>4.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A normativa constitucional vigente, depois de atribuir ao Munic&iacute;pio compet&ecirc;ncia <em>exclusiva</em> para <em>&ldquo;legislar sobre assuntos de interesse local&rdquo;</em> (art. 30, inc. I, <span>CF/88</span>), indicou os servi&ccedil;os p&uacute;blicos essenciais, entre eles o de <em>transporte coletivo</em> (art. 30, inc. V), para um rol de temas <em>presumidamente</em> de interesse municipal (cfr., a prop&oacute;sito, ALEXANDRE DE MORAES, <em>Direito Constitucional</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Atlas, p. 284, e JOS&Eacute; AFONSO DA SILVA, <em>Coment&aacute;rio Contextual &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Malheiros, 2005, p. 310).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Assim, o Munic&iacute;pio possui, segundo a <span>CF/88</span>, compet&ecirc;ncia para <em>&ldquo;organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concess&atilde;o ou permiss&atilde;o, os servi&ccedil;os p&uacute;blicos de interesse local, inclu&iacute;do o de transporte coletivo, que tem car&aacute;ter essencial&rdquo; </em>(art. 30, inc. V). </p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Todavia, a mesma Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, em seu art. 22, inc. XI, atribuiu &agrave; Uni&atilde;o compet&ecirc;ncia <em>privativa</em> para legislar sobre tr&acirc;nsito e transporte (<em>rectius:</em> compet&ecirc;ncia deleg&aacute;vel, mas, no caso, versando somente sobre quest&otilde;es espec&iacute;ficas, mediante lei complementar e dirigida apenas aos Estados-membros &mdash;par. &uacute;n., art. 22).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel admitir que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal em vigor, de modo concomitante, preveja a compet&ecirc;ncia privativa (deleg&aacute;vel) da Uni&atilde;o para legislar sobre quest&atilde;o de transporte &mdash;<em>ex toto genere suo</em>&mdash; e a compet&ecirc;ncia exclusiva (n&atilde;o-deleg&aacute;vel) do Munic&iacute;pio para editar, sem nenhum recorte limitativo, normas sobre o transporte coletivo.</p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O <em>discrimen</em> da pluralidade de compet&ecirc;ncias nessa mat&eacute;ria est&aacute; em que a compet&ecirc;ncia do Munic&iacute;pio para versar sobre o transporte coletivo, seja enquanto compet&ecirc;ncia administrativa, seja enquanto compet&ecirc;ncia normativa, &eacute; sempre exclusiva nos limites estreitos do <em>interesse local</em>.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Colhe-se em autorizada monografia de FERNANDA<span>&nbsp; </span>DIAS MENEZES DE ALMEIDA:</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;Certas compet&ecirc;ncias municipais privativas, por outro lado, est&atilde;o catalogadas no artigo 30, cujo inciso I confere ao Munic&iacute;pio compet&ecirc;ncia para legislar sobre assuntos de interesse local, ficando especificadas nos incisos III, IV, V e VIII outras tantas compet&ecirc;ncias de ordem administrativa&rdquo; (<em>Compet&ecirc;ncias na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Atlas, p. 75).</p><p></p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Se j&aacute; com a estrita compet&ecirc;ncia administrativa, n&atilde;o se trata &mdash;recrutando-se aqui uma express&atilde;o do <span><span>Ministro CARLOS BRITTO</span></span><span>, do STF (<span><span>decis&atilde;o monocr&aacute;tica<span>&nbsp; </span>na ADI 3.273-MC)</span></span>&mdash; de <em>normatizar</em>, mas de <em>normalizar</em> a presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de transporte coletivo, na esfera da compet&ecirc;ncia legislativa, o que cabe ao Munic&iacute;pio &eacute; a ordena&ccedil;&atilde;o do transporte coletivo, enquanto se identifique a preval&ecirc;ncia do interesse especificamente <em>local</em>: p.ex., estabelecendo vias preferenciais de tr&acirc;nsito e limites de velocidade, restri&ccedil;&otilde;es ao uso de avisos sonoros, assinalando sentidos de dire&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito, ordenando os lugares de parada e de estacionamento (v. <span>AgRg no RE<span>&nbsp; </span></span>191.363 <span>&ndash;STF &ndash;2<sup>&ordf;</sup> Turma &ndash;</span>Ministro CARLOS VELLOSO), a gratuidade da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de transporte (ADI 1.191-MC </span><span>&ndash;STF &ndash;Pleno &ndash;<span>Ministro ILMAR GALV&Atilde;O</span></span><span>), as condi&ccedil;&otilde;es de carga e descarga (cfr. ARNALDO RIZZARDO, <em>Coment&aacute;rios ao <span>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro</span></em>, S&atilde;o Paulo, ed. Revista dos Tribunais, 1998, p. 32; MICHEL TEMER, <em>Elementos de Direito Constitucional</em>, S&atilde;o Paulo, ed. Malheiros, 2000, p. 106).<br /></span><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Diversamente, <em>n&atilde;o</em> cabe ao Munic&iacute;pio editar leis relativas a infra&ccedil;&otilde;es de tr&acirc;nsito ou de tr&aacute;fego, porque j&aacute; n&atilde;o se encontra a&iacute; a predomin&acirc;ncia do interesse local. Averbe-se que o </span>transporte &eacute;, de comum, mat&eacute;ria confundida com de <em>tr&aacute;fego</em>, e o tr&aacute;fego sujeita-se aos mesmos princ&iacute;pios enunciados para o tr&acirc;nsito, inclusos os de compet&ecirc;ncia normativa (v. <span>HELY LOPES MEIRELLES</span>, <em><span>Direito Municipal Brasileiro</span></em><span>, S&atilde;o Paulo, ed. Revista dos Tribunais, 1977, p.</span> 498-9). <span><span>&nbsp;</span>Anotada essa circunst&acirc;ncia, firme &eacute; a jurisprud&ecirc;ncia do </span><span>egr&eacute;gio </span><span>Supremo Tribunal Federal</span><span> em reconhecer, nessa mat&eacute;ria, a compet&ecirc;ncia privativa da Uni&atilde;o, como se l&ecirc; nas ementas de que se recolhe o que segue:<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;</span>Apenas a Uni&atilde;o tem compet&ecirc;ncia para estabelecer multas de tr&acirc;nsito&rdquo; (ADI 2.664 <span>&ndash;Pleno &ndash;</span><span>Ministra ELLEN GRACIE)<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;</span><span>MEDIDA CAUTELAR EM A&Ccedil;&Atilde;O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. IMPUGNA&Ccedil;&Atilde;O DA LEI N. 2.012, DE 19.10.99, DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, QUE DISP&Otilde;E SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE AUTUA&Ccedil;&Atilde;O EM FLAGRANTE DAS INFRA&Ccedil;&Otilde;ES &Agrave;S LEIS DE TR&Acirc;NSITO RELATIVAS &Agrave; N&Atilde;O UTILIZA&Ccedil;&Atilde;O DE CINTO DE SEGURAN&Ccedil;A E AO USO DE TELEFONE CELULAR. 1. &Eacute; da compet&ecirc;ncia privativa da Uni&atilde;o legislar sobre tr&acirc;nsito (Constitui&ccedil;&atilde;o, artigo 22, XI). 2. Os Estados s&oacute; podem legislar sobre quest&otilde;es espec&iacute;ficas de tr&acirc;nsito quando autorizados por lei complementar (Constitui&ccedil;&atilde;o, artigo 22, par&aacute;grafo &uacute;nico)&rdquo; (ADI 2.101-MC &ndash;Pleno &ndash;Ministro MAUR&Iacute;CIO CORR&Ecirc;A)<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;Medida cautelar em a&ccedil;&atilde;o direta de inconstitucionalidade. 2. Governador do Distrito Federal. 3. Lei distrital no 2.959, de 26 de abril de 2002. <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h0" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h2" />Apreens&atilde;o e leil&atilde;o de ve&iacute;culos automotores conduzidos por pessoas sob influ&ecirc;ncia de &aacute;lcool, em n&iacute;vel acima do estabelecido no C&oacute;digo Brasileiro de <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h1" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h3" />Tr&acirc;nsito. 4. Plausibilidade da alega&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade formal. Usurpa&ccedil;&atilde;o da <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h2" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h4" />compet&ecirc;ncia legislativa privativa da Uni&atilde;o em mat&eacute;ria de <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h3" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa+e+apreens%E3o&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h5" />tr&acirc;nsito. Artigo 22, XI, da Constitui&ccedil;&atilde;o. Precedentes. 5. <em>Periculum in mora</em>. Interven&ccedil;&atilde;o de dif&iacute;cil reversibilidade no dom&iacute;nio privado. Conveni&ecirc;ncia pol&iacute;tica da suspens&atilde;o do ato impugnado. 6. Concess&atilde;o de cautelar referendada pelo Pleno da Corte&rdquo; (ADI 2.796-MC &ndash;Pleno &ndash;</span><span><span>Ministro GILMAR MENDES</span></span><span>)<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;</span><span>1. &Eacute; da <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h1" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h3" />compet&ecirc;ncia exclusiva da Uni&atilde;o legislar sobre <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h2" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h4" />tr&acirc;nsito e transporte, sendo necess&aacute;ria expressa autoriza&ccedil;&atilde;o em lei complementar para que a unidade federada possa exercer tal atribui&ccedil;&atilde;o (CF, artigo 22, inciso XI e par&aacute;grafo &uacute;nico). 2. N&atilde;o tem <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h3" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=12&amp;f=G#h5" />compet&ecirc;ncia o Estado para legislar ou restringir o alcance de lei que somente a Uni&atilde;o pode editar (CF, artigo 22, XI). A&ccedil;&atilde;o direta de inconstitucionalidade julgada procedente&rdquo; (ADI 2.328 &ndash;Pleno &ndash;Ministro MAUR&Iacute;CIO CORR&Ecirc;A)<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;A&ccedil;&atilde;o direta. Lei distrital. Lei n. 2903/02 do Distrito Federal. <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=3&amp;f=G#h0" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=3&amp;f=G#h2" />Tr&acirc;nsito. Infra&ccedil;&otilde;es. Tipifica&ccedil;&atilde;o. Dire&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culo em estado de embriaguez. Flagrante. Comina&ccedil;&atilde;o de penalidades. Inconstitucionalidade aparente. Ofensa ao art. 22, XI, da CF. Liminar cautelar deferida. Precedentes. Deve ser concedida, em a&ccedil;&atilde;o direta de inconstitucionalidade, medida cautelar para suspens&atilde;o da vig&ecirc;ncia de lei que, aparentando ofensa direta ao disposto no art. 22, XI, da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, tipifica infra&ccedil;&otilde;es de <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=3&amp;f=G#h1" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=tr%E2nsito+e+compet%EAncia+e+legislativa&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=3&amp;f=G#h3" />tr&acirc;nsito e lhes comina penalidade&rdquo; (ADI 3.269-MC &ndash;Pleno &ndash;</span><span><span>Ministro CEZAR PELUSO)<br /></span></span><span><span><p></p></span></span><span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;</span></span><span>&Eacute; da compet&ecirc;ncia privativa da Uni&atilde;o legislar sobre tr&acirc;nsito (Constitui&ccedil;&atilde;o, artigo 22, XI). 2. Os Estados s&oacute; podem legislar sobre quest&otilde;es espec&iacute;ficas de tr&acirc;nsito quando autorizados por lei complementar (Constitui&ccedil;&atilde;o, artigo 22, par&aacute;grafo &uacute;nico)&rdquo; (ADI 2.101-MC &ndash;Pleno &ndash;Ministro MAUR&Iacute;CIO CORR&Ecirc;A)<br /></span><span><p></p></span><span>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;A Lei n&ordm; 2.012/99, do Estado de Mato Grosso do Sul, ao tornar obrigat&oacute;ria a notifica&ccedil;&atilde;o pessoal dos motoristas em casos de utiliza&ccedil;&atilde;o de celular com o ve&iacute;culo em movimento e da n&atilde;o-utiliza&ccedil;&atilde;o do cinto de seguran&ccedil;a, cuida de mat&eacute;ria espec&iacute;fica de tr&acirc;nsito, invadindo compet&ecirc;ncia exclusiva da Uni&atilde;o (CF, artigo 22, XI)&rdquo; (ADI 2.101 &ndash;Pleno &ndash;Ministro MAUR&Iacute;CIO CORR&Ecirc;A).<br /></span><span><p></p></span><p>5.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ainda que o Munic&iacute;pio possa acenar ao fato de que a interdi&ccedil;&atilde;o de atos profissionais &eacute; tema de seu interesse peculiar &mdash;e &eacute; &agrave; interdi&ccedil;&atilde;o de atividade que se reporta o auto de apreens&atilde;o versado na esp&eacute;cie (fl. 19)&mdash;, reprise-se que a normativa municipal invoc&aacute;vel (art. 22 da Lei 12.893 de S&atilde;o Paulo) volta-se no ponto a coibir o <em>&ldquo;transporte remunerado de passageiros&rdquo;</em>, infra&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito objeto de expressa tipifica&ccedil;&atilde;o no CTB (art. 231, inc. VIII).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>L&ecirc;-se na ementa do RE 227.384, julgado pelo Plen&aacute;rio da Suprema Corte (relator o <span>Ministro </span><span>MOREIRA ALVES</span>), cujos temas eram o uso de cinto de seguran&ccedil;a e o modo de transporte de menores de 10 anos de idade, que <em>&ldquo;<span>a compet&ecirc;ncia para legislar sobre tr&acirc;nsito &eacute; exclusiva da Uni&atilde;o&rdquo;</span></em><span>, </span>registrando-se que essa compet&ecirc;ncia &mdash;&ldquo;<span>que n&atilde;o pode ser exercida pelos Estados se n&atilde;o houver lei complementar &mdash;que n&atilde;o existe&mdash; que o autorize a legislar sobre quest&otilde;es espec&iacute;ficas dessa mat&eacute;ria&rdquo;&mdash;, tampouco pode exercer-se mediante a <em>&ldquo;compet&ecirc;ncia suplementar dos Munic&iacute;pios prevista no inciso II do artigo 30, com base na express&atilde;o vaga a&iacute; constante &lsquo;no que couber&rsquo;&rdquo;</em>. Prossegue a ementa: </span></p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&ldquo;Ademais, legisla&ccedil;&atilde;o municipal, como ocorre, no caso, que obriga o uso de cinto de seguran&ccedil;a e pro&iacute;be <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=transporte+e+%22compet%EAncia+concorrente%22&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h0" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=transporte+e+%22compet%EAncia+concorrente%22&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h2" />transporte de menores de 10 anos no banco dianteiro dos ve&iacute;culos com o estabelecimento de multa em favor do munic&iacute;pio, n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o diz respeito, obviamente, a assunto de interesse local para pretender-se que se enquadre na compet&ecirc;ncia legislativa municipal prevista no inciso I do artigo 30 da Carta Magna, nem se pode apoiar, como decidido na ADIMEC 874, na compet&ecirc;ncia comum contemplada no inciso XII do artigo 23 da Constitui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o estando ainda prevista na <a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=transporte+e+%22compet%EAncia+concorrente%22&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h1" /><a href="http://gemini.stf.gov.br/cgi-bin/nph-brs?d=SJUR&amp;n=-julg&amp;s1=transporte+e+%22compet%EAncia+concorrente%22&amp;l=20&amp;u=http://www.stf.gov.br/Jurisprudencia/Jurisp.asp&amp;Sect1=IMAGE&amp;Sect2=THESOFF&amp;Sect3=PLURON&amp;Sect6=SJURN&amp;p=1&amp;r=2&amp;f=G#h3" />compet&ecirc;ncia concorrente dos Estados (artigo 24 da Carta Magna), para se sustentar que, nesse caso, caberia a compet&ecirc;ncia suplementar dos Munic&iacute;pios&rdquo;.</p><p></p><p>6.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span>&nbsp; </span>A medida administrativa de <em>apreens&atilde;o</em> de ve&iacute;culo n&atilde;o se confunde com a de <em>reten&ccedil;&atilde;o</em>, estatu&iacute;da no CTB (art. 231, inc. VIII).</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Pode verificar-se, a prop&oacute;sito, que o <span>C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro</span> comina a <em>apreens&atilde;o</em> sempre ao modo expresso de <em>penalidade</em> (arts. 256, inc. IV, e 262)<span>&nbsp; </span>relacionando-a, quase sempre, a infra&ccedil;&atilde;o de natureza <em>grav&iacute;ssima</em>:</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 162: &ldquo;Dirigir ve&iacute;culo: </p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;I- sem possuir Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o ou Permiss&atilde;o para Dirigir&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;II-<span> </span>com Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o ou Permiss&atilde;o para Dirigir cassada ou com suspens&atilde;o do direito de dirigir&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;III- com Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o ou Permiss&atilde;o para Dirigir de categoria diferente da do ve&iacute;culo que esteja conduzindo&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 173: &ldquo;Disputar corrida por esp&iacute;rito de emula&ccedil;&atilde;o&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 174: &ldquo;Promover, na via, competi&ccedil;&atilde;o esportiva, eventos organizados, exibi&ccedil;&atilde;o e demonstra&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia em manobra de ve&iacute;culo, ou deles participar, como condutor, sem permiss&atilde;o da autoridade de tr&acirc;nsito com circunscri&ccedil;&atilde;o sobre a via&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 175: &ldquo;Utilizar-se de ve&iacute;culo para, em via p&uacute;blica, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 210: &ldquo;Transpor, sem autoriza&ccedil;&atilde;o, bloqueio vi&aacute;rio policial&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 229: &ldquo;Usar indevidamente no ve&iacute;culo aparelho de alarme ou que produza sons e ru&iacute;do que perturbem o sossego p&uacute;blico, em desacordo com normas fixadas pelo CONTRAN&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 230: &ldquo;Conduzir o ve&iacute;culo:</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;I- com o lacre, a inscri&ccedil;&atilde;o do chassi, o selo, a placa ou qualquer outro elemento de identifica&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo violado ou falsificado&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;II- transportando passageiros em compartimento de carga, salvo por motivo de for&ccedil;a maior, com permiss&atilde;o da autoridade competente e na forma estabelecida pelo CONTRAN&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;III- com dispositivo anti-radar&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;IV- sem qualquer uma das placas de identifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;V- que n&atilde;o esteja registrado e devidamente licenciado&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;VI- com qualquer uma das placas de identifica&ccedil;&atilde;o sem condi&ccedil;&otilde;es de legibilidade e visibilidade&rdquo;</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;XX&ndash; sem portar a autoriza&ccedil;&atilde;o para condu&ccedil;&atilde;o de escolares, na forma estabelecida no art. 136&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 231: &ldquo;Transitar com o ve&iacute;culo:</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&bull; &ldquo;VI&ndash; em desacordo com a autoriza&ccedil;&atilde;o especial, expedida pela autoridade competente para transitar com dimens&otilde;es excedentes, ou quando a mesma estiver vencida&rdquo;</p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br /><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 234: &ldquo;Falsificar ou adulterar documento de habilita&ccedil;&atilde;o e de identifica&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 238: &ldquo;Recusar-se a entregar &agrave; autoridade de tr&acirc;nsito ou a seus agentes, mediante recibo, os documentos de habilita&ccedil;&atilde;o, de registro, de licenciamento de ve&iacute;culo e outros exigidos por lei, para averigua&ccedil;&atilde;o de sua autenticidade&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 239: &ldquo;Retirar do local ve&iacute;culo legalmente retido para regulariza&ccedil;&atilde;o, sem permiss&atilde;o da autoridade competente ou de seus agentes&rdquo;</p><p></p><p>&bull;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>art. 253: &ldquo;Bloquear a via com ve&iacute;culo&rdquo;.</p><p></p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Diversamente, a reten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aparece no CTB como penalidade cominada, mas referida como simples medida administrativa (arg. art. 269, inc. V), com estatui&ccedil;&atilde;o sempre referida a hip&oacute;teses diversas das relacionadas com a penalidade de apreens&atilde;o: cfr. arts. 104, &sect; 5&ordm;, 162, incs. V e VI, 165, 167, 168, 170, 221, 223, 228, 230, inc. XIX, 231, incs. II, IV, V, VIII, XIX e X, 232, 233, 235, 237 e 248. <span><br /><p></p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Bem se v&ecirc; que n&atilde;o se trata de categorias normativas sin&ocirc;nimas. J&aacute; se distinguiam no antigo C&oacute;digo Nacional de Tr&acirc;nsito, embora alistadas ambas entre as penalidades (art. 95, al&iacute;neas<em> f</em> e <em>g</em>, Lei 5.108, de 21 de setembro de 1966). Diferencia-as a doutrina de ARNALDO RIZZARDO (<em>op. cit.</em>, p. 646 e 692) e, de modo paradigm&aacute;tico, julgado do <span>egr&eacute;gio Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (REsp <span>&nbsp;</span>648.083<span>&nbsp; </span>&ndash;</span>1&ordf; <span>Turma &ndash;<span>Ministro <span>Luiz Fux</span></span>), cuja ementa enuncia:<br /></span><span><p></p></span><p><span>&ldquo;</span>RECURSO ESPECIAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRA&Ccedil;&Atilde;O DE TR&Acirc;NSITO. ART. 231, VIII, DO CTB. MEDIDA ADMINISTRATIVA DE APREENS&Atilde;O EM VEZ DE SIMPLES RETEN&Ccedil;&Atilde;O DO VE&Iacute;CULO. ILEGALIDADE.</p><p></p><p>1. A reten&ccedil;&atilde;o &eacute; medida administrativa que implica deva o ve&iacute;culo permanecer no local at&eacute; regularizar a situa&ccedil;&atilde;o e ser liberado, enquanto que a apreens&atilde;o &eacute; medida administrativa que retira o ve&iacute;culo de circula&ccedil;&atilde;o levando-o para o dep&oacute;sito.</p><p>2. Hip&oacute;tese em que a infra&ccedil;&atilde;o se enquadra no art. 231, VIII, do CTB, que prev&ecirc; a medida administrativa de reten&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo. </p><p>3. Deveras, &eacute; ileg&iacute;tima a imposi&ccedil;&atilde;o pelo Poder P&uacute;blico do pagamento referente a despesas com remo&ccedil;&atilde;o e estada de ve&iacute;culo no dep&oacute;sito como condi&ccedil;&atilde;o para a sua libera&ccedil;&atilde;o (art. 262, &sect; 4&ordm;, do CTB), posto obedecido o princ&iacute;pio da legalidade que informa o Poder Sancionat&oacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o.</p><p>4. Embora aplicada corretamente a penalidade, a medida administrativa foi equivocadamente imposta pela autoridade de tr&acirc;nsito, posto que incab&iacute;vel a apreens&atilde;o do ve&iacute;culo por for&ccedil;a do art. 231, VIII, da lei 9.503/97, <em>a fortiori</em><span>&nbsp; </span>ilegal a cobran&ccedil;a das despesas referentes a taxas, despesas de reboque e di&aacute;rias do dep&oacute;sito,<span>&nbsp; </span>previstas no &sect; 2&ordm;, do art. 262.</p><p>5. Recurso especial desprovido&rdquo;.</p><span><p></p></span><span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span>Tratando-se, tal o caso dos autos, da infra&ccedil;&atilde;o de <em>&ldquo;</em></span><em>transporte remunerado de pessoas ou bens, quando</em> (o ve&iacute;culo) <em>n&atilde;o for licenciado para esse fim&rdquo;</em><span> (art. 231, inc. VIII, CTB), comina a legisla&ccedil;&atilde;o <em>v&aacute;lida</em> de reg&ecirc;ncia a penalidade de </span><em>multa</em> e a medida administrativa de <em>reten&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo</em>. N&atilde;o se estatuiu, contudo, para o caso de transporte n&atilde;o-licenciado de pessoas ou bens, mediante remunera&ccedil;&atilde;o, a penalidade administrativa de <em>apreens&atilde;o</em>, imposta com amparo na Lei paulistana 12.893/99. <span><br /></span><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><span>Meu voto, portanto, nega provimento &agrave; remessa obrigat&oacute;ria e &agrave; apela&ccedil;&atilde;o interposta pela Municipalidade de S&atilde;o Paulo, <span>mantendo assim a r. senten&ccedil;a proferida nos autos</span> *** da </span>*** <span>Vara da Fazenda P&uacute;blica da Comarca de S&atilde;o Paulo</span>.</p><p></p><p><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>&Eacute; como voto, <em>cum magna reverentia</em> &agrave; Douta Maioria".</p><p></p><p></p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p></span>]]></description><pubDate>Wed, 15 Mar 2006 20:33:00 +0000</pubDate></item><item><title>DA ORGANIZA&#xC7;&#xC3;O DO ESTADO (Terceira s&#xE9;rie de quest&#xF5;es)</title><link>https://unip.blogia.com/2006/031502-da-organizacao-do-estado-terceira-serie-de-questoes-.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/031502-da-organizacao-do-estado-terceira-serie-de-questoes-.php</guid><description><![CDATA[<p>TEMA: ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO (<em>sqq.</em>)</p><p>106. Que se entende, na teoria e pr&aacute;tica do Estado federal, por <strong>interven&ccedil;&atilde;o</strong>&nbsp;de uma entidade federativa em outra?</p><p>107. Por que se afirma que essa interven&ccedil;&atilde;o deve ser excepcional?</p><p>108. Na CF/88, a norma que versa sobre a interven&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o enuncia-se em <em>numerus clausus</em> ou em <em>numerus apertus</em>? Justifique, considerando o&nbsp;texto legal.</p><p>109. Pode a Uni&atilde;o intervir nos Munic&iacute;pios, segundo a CF/88?</p><p>110. Indique, na CF/88, os casos de interven&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea.</p><p>111. Aliste, na CF/88, os casos de interven&ccedil;&atilde;o provocada vinculada.</p><p>112. Aponte, na CF/88, os casos de interven&ccedil;&atilde;o provocada discricion&aacute;ria.</p><p>113. A qual norma da CF/88 corresponde a a&ccedil;&atilde;o de executoriedade de lei federal?</p><p>114. A qual norma da CF/88 se concerta a a&ccedil;&atilde;o direta de inconstitucionalidade interventiva?</p><p>115. Que se entende por <strong>d&iacute;vida fundada</strong>, express&atilde;o que se l&ecirc; na al&iacute;nea <em>a</em> do inc. V do art. 34 da CF/88?</p><p>116. Quais os casos, na CF/88, em que o Poder Legislativo n&atilde;o controla a interven&ccedil;&atilde;o?</p><p>117. Que se entende por <strong>interven&ccedil;&atilde;o normativa</strong>?</p><p>118. A quem cabe, no &acirc;mbito federal, <strong>requisitar</strong> a interven&ccedil;&atilde;o?</p><p>119. A quem compete, no&nbsp;campo estadual, <strong>requisitar</strong> a interven&ccedil;&atilde;o?</p><p>120. Qual a autoridade interventiva na esfera federal?</p><p>121. Qual a autoridade interventiva na&nbsp;&oacute;rbita estadual?</p><p>122. A quem compete, no campo federal, o controle legislativo do decreto de interven&ccedil;&atilde;o?</p><p>123. A quem incumbe, na esfera estadual, a aferi&ccedil;&atilde;o legislativa do decreto de interven&ccedil;&atilde;o?</p><p>124. Qual o prazo em que deve submeter-se o decreto de interven&ccedil;&atilde;o ao controle legislativo?</p><p>125. Em que caso n&atilde;o cabe a nomea&ccedil;&atilde;o de interventor no decreto interventivo?</p>]]></description><pubDate>Wed, 15 Mar 2006 17:21:00 +0000</pubDate></item><item><title>DA ORGANIZA&#xC7;&#xC3;O DO ESTADO (Segunda s&#xE9;rie de quest&#xF5;es)</title><link>https://unip.blogia.com/2006/031501-da-organizacao-do-estado-segunda-serie-de-questoes-.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/031501-da-organizacao-do-estado-segunda-serie-de-questoes-.php</guid><description><![CDATA[<p>TEMA: DA ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO (<em>sqq.</em>)&nbsp;</p><p>31. Distinga entre a Uni&atilde;o enquanto pessoa de Direito p&uacute;blico interno e a Uni&atilde;o enquanto pessoa do Direito das gentes.</p><p>32. Que s&atilde;o bens de uso comum do povo? Exemplifique.</p><p>33. Que s&atilde;o bens p&uacute;blicos de uso especial? Enuncie exemplos.</p><p>34. Que s&atilde;o bens p&uacute;blicos dominicais?&nbsp;</p><p>35. Que se entende por desafeta&ccedil;&atilde;o de bens p&uacute;blicos?&nbsp;</p><p>36. Quais as terras devolutas que, por for&ccedil;a da CF/88, s&atilde;o de dom&iacute;nio da Uni&atilde;o?</p><p>37. Que se entende por terras devolutas?</p><p>38. Indique exemplos de lagos, no Brasil, que, por fronteiri&ccedil;os, integram o dom&iacute;nio da Uni&atilde;o.</p><p>39. Aliste rios internacionais, no Brasil, que, por serem cont&iacute;guos, perten&ccedil;am &agrave; Uni&atilde;o.</p><p>40. Aponte o nome de um rio internacional de curso sucessivo que, no Brasil, pertence &agrave; Uni&atilde;o.</p><p>41. Indique o nome de um rio que, no Brasil, por banhar mais de um Estado-membro, pertence &agrave; Uni&atilde;o.</p><p>42. Que se entende por plataforma continental?</p><p>43. Que se entende por zona econ&ocirc;mica exclusiva?</p><p>44. Que &eacute; o mar territorial? Quantas milhas mar&iacute;timas compreende, no Brasil, sua faixa de largura?</p><p>45. A quantos metros corresponde uma milha mar&iacute;tima?&nbsp;</p><p>46. Qual &eacute; o sentido da express&atilde;o <em>terrae potestas finitur ubi finitur armorum vis </em>(BYNKERSHOECK)?</p><p>47. Que s&atilde;o terrenos de marinha? Qual &eacute; sua profundidade em metros?</p><p>48. Que se entende pela antiga refer&ecirc;ncia legal a "15 bra&ccedil;as craveiras" nos terrenos de marinha?</p><p>49. Que se entende pela express&atilde;o constitucional "terras <strong>tradicionalmente</strong> ocupadas pelos &iacute;ndios"?</p><p>50. Que se entende com o termo "compet&ecirc;ncia constitucional"?</p><p>51. Que &eacute; compet&ecirc;ncia constitucional material ou administrativa?</p><p>52. Que &eacute; compet&ecirc;ncia constitucional legislativa ou legiferante?</p><p>53. Qual a esp&eacute;cie de compet&ecirc;ncia material prevista no art. 21 da CF/88?</p><p>54. Indique as diversas compet&ecirc;ncias materiais da Uni&atilde;o alistadas no art. 21 da CF/88.</p><p>55. Que &eacute; compet&ecirc;ncia constitucional legiferante privativa?</p><p>56. Quais as compet&ecirc;ncias legislativas privativas da Uni&atilde;o elencadas no art. 22 da CF/88?</p><p>57. A quem pode, nos termos da CF/88, delegar-se a compet&ecirc;ncia legislativa privativa da Uni&atilde;o?</p><p>58. Qual &eacute; a esp&eacute;cie de lei infraconstitucional exig&iacute;vel para a delega&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia legislativa privativa da Uni&atilde;o, nos termos do art.&nbsp; 22 da CF/88?</p><p>59. Pode haver delega&ccedil;&atilde;o plen&aacute;ria da compet&ecirc;ncia legislativa privativa da Uni&atilde;o, segundo o disposto no art. 22 da CF/88?</p><p>60. Qual &eacute; a diferen&ccedil;a entre compet&ecirc;ncia exclusiva e compet&ecirc;ncia privativa?</p><p>61. Quais as hip&oacute;teses de compet&ecirc;ncia material concorrente previstas no art. 23 da CF/88?</p><p>62. Quais as entidades federativas que concorrem na compet&ecirc;ncia indicada no art. 23 da CF/88?</p><p>63. Quais as hip&oacute;teses de compet&ecirc;ncia legislativa concorrente previstas no art. 24 da CF/88?</p><p>64. Quais as entidades federativas que concorrem na compet&ecirc;ncia indicada no art. 24 da CF/88?</p><p>65. Quais os limites que a CF imp&otilde;e &agrave; Uni&atilde;o no &acirc;mbito da legisla&ccedil;&atilde;o concorrente?</p><p>66. Nesse campo de concorr&ecirc;ncia legislativa, que se entende por compet&ecirc;ncia suplementar dos Estados?</p><p>67. Quais s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es para o exerc&iacute;cio da compet&ecirc;ncia suplementar prevista no art. 24, CF/88?</p><p>68. Quais as entidades federativas que det&ecirc;m compet&ecirc;ncia suplementar nos casos de concorr&ecirc;ncia legislativa? (Indique o fundamento legal referente aos Munic&iacute;pios).</p><p>69. Os Estados e o Distrito Federal det&ecirc;m, em alguma hip&oacute;tese. compet&ecirc;ncia plen&aacute;ria para editar normas no &acirc;mbito da legisla&ccedil;&atilde;o concorrente?</p><p>70. Explique o sentido da norma inscrita no&nbsp; 4<sup>o</sup> do art. 24 da CF/88.</p><p>71. Indique, no texto constitucional vigente, uma refer&ecirc;ncia &agrave; capacidade de auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados-membros.</p><p>72. Aponte, na CF/88, algum texto referencial da capacidade de autolegisla&ccedil;&atilde;o dos Estados-membros.</p><p>73. Que se entende por normas centrais da Constitui&ccedil;&atilde;o?</p><p>74. Indique alguns locais da CF/88 em que se mencionam princ&iacute;pios constitucionais.</p><p>75. Por que se diz que o art. 5<sup>o</sup> da CF/88 &eacute; sede plet&oacute;ria dos princ&iacute;pios constitucionais?</p><p>76. Que s&atilde;o princ&iacute;pios constitucionais sens&iacute;veis?</p><p>77. Indique o lugar constitucional, na CF/88, de agrupamento dos princ&iacute;pios sens&iacute;veis.</p><p>78. Que s&atilde;o normas de preordena&ccedil;&atilde;o?</p><p>79. Indique, na CF/88, algumas normas de preordena&ccedil;&atilde;o dos Estados-membros.</p><p>80. Que s&atilde;o normas competenciais?</p><p>81. Que se entende por invas&atilde;o ou usurpa&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia constitucional?</p><p>82. Que &eacute; compet&ecirc;ncia reservada ou remanescente?</p><p>83. Os Estados-membros, na CF/88, possuem apenas compet&ecirc;ncia reservada ou, diversamente, possuem compet&ecirc;ncia expressa (ou enumerada) e compet&ecirc;ncia suplementar? Fundamente a resposta com refer&ecirc;ncia t&oacute;pica ao texto constitucional.&nbsp;</p><p>84. Qual &eacute; a natureza da norma inscrita no art. 27 da CF/88?</p><p>85. Como a CF/88 prescreve a quantifica&ccedil;&atilde;o dos Deputados Estaduais?</p><p>86. Qual &eacute; o tempo de mandato dos Deputados Estaduais, segundo a CF/88?</p><p>87. Podem as Constitui&ccedil;&otilde;es estaduais estabelecer hip&oacute;teses de imunidade parlamentar em complemento &agrave;s previstas na CF/88?</p><p>88. Que se entende, em mat&eacute;ria de remunera&ccedil;&atilde;o, por <strong>subs&iacute;dio</strong>?&nbsp;</p><p>89. Qual &eacute; a capital diferen&ccedil;a entre <strong>vencimentos</strong> e <strong>subs&iacute;dio</strong>?&nbsp;</p><p>90. Qual &eacute; a diferen&ccedil;a principal entre <strong>vencimentos</strong> e <strong>proventos</strong>?&nbsp;</p><p>91. Que se entende com a refer&ecirc;ncia, em mat&eacute;ria de teto remunerat&oacute;rio, &agrave; percep&ccedil;&atilde;o <strong>"em esp&eacute;cie"</strong> (p.ex., 2<sup>o</sup>, art. 27, CF/88)?&nbsp;</p><p>92. Qual &eacute; o tempo do mandato dos Governadores estaduais, segundo a CF/88?</p><p>93. O Poder Legislativo da Uni&atilde;o &eacute; bicameral ou unicameral? E o dos Estados?</p><p>94. T&ecirc;m os Munic&iacute;pios compet&ecirc;ncia para editar constitui&ccedil;&atilde;o?</p><p>95. T&ecirc;m os Estados compet&ecirc;ncia para editar constitui&ccedil;&atilde;o?</p><p>96. Tem o Distrito Federal compet&ecirc;ncia para editar constitui&ccedil;&atilde;o?</p><p>97. Quais as limita&ccedil;&otilde;es normativas previstas no <em>caput</em> do art. 29 da CF/88 para a auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios?</p><p>98. Qual &eacute; a natureza jur&iacute;dica da norma inscrita no inc. IV do art. 29 da CF/88?</p><p>99. Qual &eacute; a mat&eacute;ria afeta &agrave; compet&ecirc;ncia legislativa pr&oacute;pria dos Munic&iacute;pios, segundo o disposto no art. 30 da CF/88?</p><p>100. Os Munic&iacute;pios det&ecirc;m compet&ecirc;ncia suplementar? Fundamente a resposta.</p><p>101. Em mat&eacute;ria de <strong>transporte coletivo</strong> podem os Munic&iacute;pios instituir leis? Justifique a resposta.</p><p>102. O Distrito Federal pode dividir-se em Munic&iacute;pios?</p><p>103. Qual &eacute; o nome com que a CF/88 designa o &oacute;rg&atilde;o do Poder Legislativo do Distrito Federal?</p><p>104. Como se denominam, na CF/88, os parlamentares do Distrito Federal?</p><p>105. Quais s&atilde;o as compet&ecirc;ncias legislativas do Distrito Federal?</p>]]></description><pubDate>Wed, 15 Mar 2006 15:53:00 +0000</pubDate></item><item><title>DA ORGANIZA&#xC7;&#xC3;O DO ESTADO (Primeira s&#xE9;rie de quest&#xF5;es)</title><link>https://unip.blogia.com/2006/030701-da-organizacao-do-estado-primeira-serie-de-questoes-.php</link><guid isPermaLink="true">https://unip.blogia.com/2006/030701-da-organizacao-do-estado-primeira-serie-de-questoes-.php</guid><description><![CDATA[<p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">Tema: DA ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DO ESTADO</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;1. Qual &eacute; o conceito jur&iacute;dico geral de&nbsp;<em>estado</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;2. Quais as no&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dico-pol&iacute;ticas de <em>Estado</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;3. Que se entende por <em>forma de Estado</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">4. Que &eacute; <em>Estado simples</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;5. Que &eacute; <em>Estado composto</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;6. Que &eacute; <em>Estado regional</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;7. Que &eacute; <em>Estado regional integral</em>? (Indique dois exemplos de Estados regionais desse tipo).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;8. Que &eacute; <em>Estado regional parcial</em>? (Aponte dois exemplos de Estados regionais dessa esp&eacute;cie).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;9. Que &eacute; <em>Estado regional heterog&ecirc;neo</em>? (Refira um exemplo).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;10. Que &eacute; <em>Estado regional homog&ecirc;neo</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;11. Em qual per&iacute;odo de sua hist&oacute;ria o Brasil foi Estado regional?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;12. Que s&atilde;o <em>Autonomias</em>, enquanto esp&eacute;cie de Estado composto? (Exemplifique).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;13. Que &eacute; a <em>Uni&atilde;o pessoal</em>, enquanto esp&eacute;cime de Estado composto? (Desfie dois exemplos).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;14. O Brasil, em sua hist&oacute;ria, foi alguma vez parte de&nbsp;Uni&atilde;o pessoal?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;15. Que &eacute; <em>Uni&atilde;o real</em>, enquanto esp&eacute;cie de Estado composto? (Aliste tr&ecirc;s exemplos).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;16. O Brasil,&nbsp;ao largo de&nbsp;sua hist&oacute;ria, foi alguma vez parte de&nbsp;Uni&atilde;o real?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;17. Quais as caracter&iacute;sticas fundamentais do <em>Estado federal</em>?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;18. Qual &eacute; a diferen&ccedil;a entre o Estado federal e a Confedera&ccedil;&atilde;o?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;19. Que diferencia o Estado federal e o Estado simples descentralizado politicamente?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;20. Que &eacute; federa&ccedil;&atilde;o por agrega&ccedil;&atilde;o? (Enuncie um exemplo).</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;21. Que &eacute; federa&ccedil;&atilde;o por segrega&ccedil;&atilde;o (ou desagrega&ccedil;&atilde;o)?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;22. O Brasil &eacute; uma federa&ccedil;&atilde;o por agrega&ccedil;&atilde;o ou por segrega&ccedil;&atilde;o? Por que?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;23. Que &eacute; a federa&ccedil;&atilde;o centr&iacute;peta?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;24. Que &eacute; a federa&ccedil;&atilde;o centr&iacute;fuga?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;25. Que &eacute; a federa&ccedil;&atilde;o social? Como se diferencia da federa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;26. Enuncie exemplos de federa&ccedil;&otilde;es republicanas e federa&ccedil;&otilde;es mon&aacute;rquicas.</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;27. Explique esta senten&ccedil;a de HAROLD LASKI: <em>"O Estado &eacute; parte que se especializa no interesse do todo"</em>.</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;28. Explique&nbsp;o ju&iacute;zo de RUY BARBOSA, segundo o qual&nbsp;o Estado federal no&nbsp;Brasil foi a reuni&atilde;o das coisas j&aacute; antes reunidas.</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;29. Que &eacute; soberania?</p><p style="font-size: 12px; font-family: georgia,palatino">&nbsp;30. Distinga entre soberania pol&iacute;tica e soberania social.</p>]]></description><pubDate>Tue, 07 Mar 2006 17:51:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
